segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia Mundial das Missões: significado e objetivo

Brasília (RV) - A Igreja Católica no mundo todo celebrou domingo, 19, o Dia Mundial das Missões. A data foi criada pelo Papa Pio XI, em 1926, como auge da Campanha Missionária celebrada ao longo do mês de outubro. No penúltimo domingo de outubro, as ofertas são integralmente enviadas às Pontifícias Obras Missionárias (POM) e encaminhadas ao Fundo Mundial de Solidariedade em Roma, para financiar projetos em todo o mundo, como a sustentação de dioceses, manutenção de seminários, obras sociais e assistência aos missionários.

Em 2014, o tema trabalhado pela Campanha é “Missão para libertar”, reflexão que retoma a Campanha da Fraternidade deste ano, que abordou “Fraternidade e Tráfico Humano”. A campanha pretende alertar para a realidade do tráfico de pessoas, crime que representa a escravidão moderna e apresenta um grande desafio para a missão evangelizadora.

Acompanhada do lema “Enviou-me para anunciar a libertação”, a Campanha Missionária chama a atenção para a escravidão do tráfico humano em suas diversas expressões, como a exploração do trabalho; exploração sexual; extração de órgãos e tráfico de crianças e adolescentes para adoção.

O Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e bispo de Ponta Grossa (PR), Dom Sérgio Arthur Braschi, falou sobre o tema e o lema, lembrando que o tráfico humano é a forma moderna de escravidão. Ele citou ainda com especial atenção das populações indígenas e quilombolas, que também foram retratadas nos encontros da Novena, outro subsídio da Campanha.

No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar, todos os anos, a Campanha Missionária, com a colaboração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, da Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).
(CM-CNBB)


Fonte: Rádio Vaticano 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Papa Francisco: abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos

RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – Abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos: foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta, comentando as palavras de Jesus aos doutores da lei.

Muitas vezes, observou o Pontífice, esses doutores pedem sinais a Jesus, e Ele responde que não são capazes de “ver os sinais dos tempos”:

Por que esses doutores da lei não entendiam os sinais dos tempos e pediam um sinal extraordinário (que depois Jesus deu), por que não entendiam? Antes de tudo, porque estavam fechados. Estavam fechados em seu sistema, tinham elaborado a lei muito bem, uma obra-prima. Todos os judeus sabiam o que se podia ou não fazer, até onde ir. Estava tudo arrumado. E eles se sentiam seguros ali”.

Para eles, acrescentou o papa, Jesus fazia “coisas estranhas”: “caminhar com pecadores, comer com os publicanos” – o que para os doutores significava colocar a doutrina em perigo. Eles se esqueciam que Deus é o Deus da lei, mas também o Deus das surpresas:

Eles não entendiam que Deus é o Deus das surpresas, que Deus é sempre novo; jamais renega a si mesmo, mas sempre nos surpreende. E eles não entendiam e se fechavam naquele sistema feito com tanta boa vontade e pediam a Jesus: ‘Dê um sinal!’. E não entendiam os muitos sinais que Jesus dava e que indicavam que o tempo estava maduro. Fechamento! Segundo, tinham se esquecido que eles eram um povo em caminho. Em caminho! E quando alguém está em caminho, sempre encontra coisas novas, coisas que não conhecia”.

O Papa acrescentou que “um caminho não é absoluto em si mesmo”, mas é o caminho rumo “à manifestação definitiva do Senhor. A vida é um caminho rumo à plenitude de Jesus Cristo, quando virá pela segunda vez”. Esta geração procura um sinal, mas – afirma o Senhor – não lhe será dado qualquer sinal, a não ser o de Jonas”, ou seja, “o sinal da Ressurreição, da Glória, daquela escatologia rumo à qual caminhamos”. Quando Jesus afirma no Sinédrio ser o Filho de Deus, os doutores leem este sinal como uma blasfêmia E por isso, Cristo os define como “geração má”.

Francisco reiterou que “se a lei não leva a Jesus Cristo, não se aproxima Dele, está morta. E por isso Jesus reprova os doutores, por não serem capazes de conhecer os sinais dos tempos:

E isso deve fazer-nos pensar: eu fico preso às minhas coisas, às minhas ideias, fechado? Ou estou aberto ao Deus das surpresas? Sou uma pessoa estática ou uma pessoa que caminha? Eu acredito em Jesus Cristo – naquilo que Ele fez: morreu, ressuscitou e acabou a história – ou acredito que o caminho prossiga rumo à maturidade, à manifestação de glória do Senhor? Eu sou capaz de entender os sinais dos tempos e ser fiel à voz do Senhor que se manifesta neles? Podemos hoje fazer estas perguntas e pedir ao Senhor um coração que ame a lei, porque a lei é de Deus; mas que ame também as surpresas de Deus e que saiba que esta lei santa não é fim em si mesma”.

Em caminho, reafirmou o Papa, é uma pedagogia “que nos leva a Jesus Cristo, ao encontro definitivo, onde haverá este grande sinal”.

(BF)

Fonte: Rádio Vaticano 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"O EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA GUARDAR NOSSO CORAÇÃO DO MAL"

Para o mal não entrar no nosso coração existe uma prática muito antiga, mas tão boa, o exame de consciência. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira.

O Evangelho do dia nos recorda que o diabo sempre volta para nos tentar, nunca deixa de fazer isto: "O diabo tem paciência - afirma o Papa Francisco -não deixa aquilo que quer para si", a nossa alma:

"Após as tentações, no deserto, quando Jesus foi tentado pelo diabo, na versão de Lucas se diz que o demônio o deixou por um tempo, mas durante a vida de Jesus voltava e voltava: quando o colocavam à prova, quando preparavam-lhe armadilhas, na Paixão, até a Cruz. 'Mas se Tu és o Filho de Deus, vem, vamos para casa conosco, assim nós podemos acreditar'. E todos nós sabemos que esta palavra toca o coração: 'Mas tu és capaz? Mostre-me! Não, não és capaz'. Como o diabo, até o fim, com Jesus. E assim também conosco".

É necessário guardar o nosso coração onde habita o Espírito Santo - sublinha o Papa "para que não entrem outros espírito". Proteger o coração, como se protege uma casa, à chave". E depois vigiar o coração, como um sentinela:

"Quantas vezes - observa - entram os maus pensamentos, as más intenções, os ciúmes, a inveja. Tantas coisas que entram. Mas quem abriu aquela porta? Por onde entraram? Se eu não me dou conta" daquilo que "entra no meu coração, o meu coração se torna uma praça, onde todos vem e vão. Um coração sem intimidade, um coração onde o Senhor não pode falar e nem mesmo ser escutado":

"E Jesus diz uma outra coisa alí, não é mesmo? - que parece um pouco estranha: 'Quem comigo não ajunta, espalha'. Usa a palavra 'ajuntar'. Ter um coração contrito, um coração onde sabemos o que acontece, e aqui e lá se pode fazer a prática tão antiga da Igreja, mas boa: o exame de consciência. Quem de nós, de noite, antes de acabar o dia, permanece sozinho, sozinha, e se pergunta: o que aconteceu hoje no meu coração? O que aconteceu? Que coisas passaram pelo meu coração? Se não fizermos isto, realmente não sabemos vigiar bem, nem proteger bem".

O exame de consciência "é uma graça, porque guardar o nosso coração é guardar o Espírito Santo, que está dentro de nós":

"Nós sabemos, Jesus fala claramente, que os diabos voltam, sempre. Mesmo no fim da vida, Jesus nos dá o exemplo sobre isto. E para guardar, para vigiar, para que não entrem os demônios, é necessário saber recolher-se, isto é, estar em silêncio diante de si mesmo e diante de Deus, e no fim do dia perguntar-se: 'O que aconteceu hoje no meu coração? Entrou alguém que não conheço? A chave está no lugar?'. E isto nos ajudará a defender-nos de tanta maldade, mesmo daquelas que nós podemos fazer, se entram estes demônios, que são muito espertos, e no fim nos enganam a todos".
Fonte: Rádio Vaticano

Foto: "O EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA GUARDAR NOSSO CORAÇÃO DO MAL"

Para o mal não entrar no nosso coração existe uma prática muito antiga, mas tão boa, o exame de consciência. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira.

O Evangelho do dia nos recorda que o diabo sempre volta para nos tentar, nunca deixa de fazer isto: "O diabo tem paciência - afirma o Papa Francisco -não deixa aquilo que quer para si", a nossa alma:

"Após as tentações, no deserto, quando Jesus foi tentado pelo diabo, na versão de Lucas se diz que o demônio o deixou por um tempo, mas durante a vida de Jesus voltava e voltava: quando o colocavam à prova, quando preparavam-lhe armadilhas, na Paixão, até a Cruz. 'Mas se Tu és o Filho de Deus, vem, vamos para casa conosco, assim nós podemos acreditar'. E todos nós sabemos que esta palavra toca o coração: 'Mas tu és capaz? Mostre-me! Não, não és capaz'. Como o diabo, até o fim, com Jesus. E assim também conosco".

É necessário guardar o nosso coração onde habita o Espírito Santo - sublinha o Papa "para que não entrem outros espírito". Proteger o coração, como se protege uma casa, à chave". E depois vigiar o coração, como um sentinela: 

"Quantas vezes - observa - entram os maus pensamentos, as más intenções, os ciúmes, a inveja. Tantas coisas que entram. Mas quem abriu aquela porta? Por onde entraram? Se eu não me dou conta" daquilo que "entra no meu coração, o meu coração se torna uma praça, onde todos vem e vão. Um coração sem intimidade, um coração onde o Senhor não pode falar e nem mesmo ser escutado":

"E Jesus diz uma outra coisa alí, não é mesmo? - que parece um pouco estranha: 'Quem comigo não ajunta, espalha'. Usa a palavra 'ajuntar'. Ter um coração contrito, um coração onde sabemos o que acontece, e aqui e lá se pode fazer a prática tão antiga da Igreja, mas boa: o exame de consciência. Quem de nós, de noite, antes de acabar o dia, permanece sozinho, sozinha, e se pergunta: o que aconteceu hoje no meu coração? O que aconteceu? Que coisas passaram pelo meu coração? Se não fizermos isto, realmente não sabemos vigiar bem, nem proteger bem".

O exame de consciência "é uma graça, porque guardar o nosso coração é guardar o Espírito Santo, que está dentro de nós":

"Nós sabemos, Jesus fala claramente, que os diabos voltam, sempre. Mesmo no fim da vida, Jesus nos dá o exemplo sobre isto. E para guardar, para vigiar, para que não entrem os demônios, é necessário saber recolher-se, isto é, estar em silêncio diante de si mesmo e diante de Deus, e no fim do dia perguntar-se: 'O que aconteceu hoje no meu coração? Entrou alguém que não conheço? A chave está no lugar?'. E isto nos ajudará a defender-nos de tannta maldade, mesmo daquelas que nós podemos fazer, se entram estes demônios, que são muito espertos, e no fim nos enganam a todos".

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Missa no CEAR e Retiro para Casais

Hoje as 20:00h tem Santa Missa no CEAR. Vamos pedir a intercessão do Arcanjo São Rafael pela cura de nossas enfermidades. Traga você também alguém que está precisando de oração.



E neste fim de semana no CEAR teremos o Retiro de Casais, faça logo sua inscrição.
Contato com Isabel (48) 9971- 1122.

Foto: Que tal começar a semana tomando a decisão de fazer este belo retiro? Faça logo sua inscrição para o Retiro de Casais.
Contato com Isabel (48) 9971- 1122